quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Pensamento do dia



"Goza com a vida nos intervalos em que ela não goza contigo!"


Pedro Miguel Gaspar

Lixo Europeu e Datas ao Contrário


Os Norte Americanos usam uma expressão que sublima o recalcamento que têm pela Europa. Seja para se referirem aos habitantes, bens de consumo ou cultura, usam o termo “Euro Trash”.

Considerando o tempo de existência Histórica e Cultural dos E.U.A, em comparação com a Velha Europa, é como se estivessem na adolescência. Não são menos capazes, a sua cultura não é inferior, não são piores em nada…são simplesmente adolescentes de borbulhas que desdenham tudo os que os pais dizem e fazem. Nutrem aquele desdém rebelde e meio atabalhoado de quem se quer impor aos “cotas” que os criaram.

Mas foram os “cotas” da Europa que ergueram aquele potentado. E as marcas culturais são indeléveis.

A Cultura na Comida

Os Hambúrgueres são provenientes de Hamburgo e os “Hot Dog” de Frankfurt, ambos levados pelos colonos Alemães.

As Pizzas, canelonis e pastas são de origem Italiana.

As famosas Sanduíches das Delis são vendidas em lojas de origem Francesa (Deli é diminutivo de Delicatessen) com um toque Britânico na origem da palavra Sandwich e utilização de Baguettes Francesas.

Os Tacos, Burritos e Chilli são dos vizinhos Mexicanos.

As Datas ao Contrário....

Mas existe algo nos E.U.A que sempre me intrigou! Porque que raio, sabendo que tudo tem origem no “Euro Trash”, escrevem eles as datas ao contrario?

Colocam primeiro o mês, depois o dia e, finalmente, o ano. O melhor exemplo é a data do trágico atentado às Torres Gémeas, conhecido por nine-eleven. O acontecimento foi a 11 de Setembro, ou seja, 11 do 9. Mas eles insistem em escrever 9 do 11, nine-eleven.

Um destes dias descobri porquê!

Tem origem, também, na Europa. Mas especificamente em Portugal.

Se virem a foto com atenção, já em 1823 se escrevia assim em Portugal! Um chafariz das “AGOAS LIVRES” em Lisboa está datado de OUTUBRO 12 DE 1823!

Onde tirei a foto? Perto do AKI, ao Domingo de manhã, depois de comprar buchas para pendurar coisas lá em casa!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Os dois “V” que faltam a este PSD


O PSD e Manuela Ferreira Leite agonizam na ausência de dois “V´s” que lhes viabilizariam o regresso à Governação. O primeiro “V” é de “Vitesse” e o segundo de ´”Verdade”.
Ambos poderão provocar a ausência de um terceiro "V". O "V" de vitória nas proximas eleições.

O “V” de Vitesse
“Vitesse”, da composição de TGV (Train à Grande Vitesse) foi o primeiro “V” a saltar da carruagem desse comboio regional que é Programa de Governo proposto pelo PSD.
È da memória colectiva a génese desta temática. Imbuídos do espírito de integração económica no mercado europeu, o governo de Durão e Ferreira Leite, em 2003, assinou de cruz a importância estratégica do TGV. E tinham razão.

Portugal é geograficamente periférico em relação ao centro da Europa e, por conseguinte, ao núcleo dos pólos económicos europeus, mas beneficia, na mesma proporção, de uma relação privilegiada com o Atlântico, o que faz de Portugal uma plataforma privilegiada de entrada e saída de mercadorias transatlânticas.

Com o Aeroporto da Portela esgotado em termos de recepção e expedição de mercadorias e estando Alcochete a 10 anos de distancia, os operadores estão a desviar a rota e a entregar a Espanha os bens que transaccionam. Espanha, com visão estratégica e sabendo que Portugal demora sempre, tem construído Aeroportos que funcionam numa lógica de “doca seca” aproveitando esta deficiência de Portugal.

O principio do fim do “V” de Verdade

Começa-se a vislumbrar o segundo “V” que falta a este PSD. O “V” de verdade.

Na ausência de verdade, criou uma metamorfose em ciclo. Vejamos.

Em 2003 viabilizou o projecto. No primeiro debate, Ferreira Leite, rejeitou laconicamente o mesmo projecto que viabilizara em Conselho de Ministros. Percebendo o erro, no dia seguinte, correu, em Grande Vitesse, na tentativa de voltar aos carris. Disse que suspendia até melhor análise e negociação com os Espanhóis. As pessoas entenderam que seria uma e a mesma coisa e os Espanhóis desconfiados, desconfiaram.

Passando pelo “U” de União

Hoje, fiquei atónico com mais um passo da metamorfose. Ferreira Leite percebeu que não são os espanhóis que decidem. È a União Europeia que decide porque é co-financiadora do projecto. A União Europeia financia porque, efectivamente, quer beneficiar os Espanhóis. Assim como os Franceses, Alemães, Polacos e todos os outros membros da União.

Beneficia principalmente os Portugueses que, fazendo parte da União Europeia, devem usufruir das vantagens económicas de estarem integrados numa rede Europeia de Transportes, que nos facilite a fluência empresarial com os nossos parceiros e com o bónus de sermos nós a potencial plataforma logística de mercadoria marítima para toda a Europa.

Afinal beneficia os espanhóis aqueles que inviabilizarem o TGV e nos mantiverem no isolacionismo do mercado europeu da transacção de mercadorias.

Visto em perspectiva, este é apenas mais um pequeno passo para a União Europeia como forma de se consolidar em termos económicos, prosseguindo a construção de uma União de Países que se entre ajudam para serem mais fortes num mundo globalizado. È por isso que lhe chamamos União.

Um “D” de demagogia

Mas de pequenos passos se fazem grandes caminhadas. E a visão da líder do PSD, que ambiciona governar o Pais, torna-se ainda mais tacanha quando vem dizer, agora, que “nim” ao TGV dependendo de mais regalias de fundos comunitários para outras áreas, sem quais nem como.

A extrema-unção do “V” de Verdade

Fecha o ciclo da Metamorfose. Amanhã, regressa a 2003, já será a favor e dirá aos parceiros europeus que tudo não passou de campanha eleitoral.

Falta à “Verdade” que, de forma panfletária, apregoa numa Vitesse de inconstância que só lembra ao seu companheiro Santana Lopes.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Revigorante Almoço


Os empresários do Distrito de Santarém almoçaram, a 15 de Setembro de 2009, com o Secretário-Geral do PS, José Sócrates.

A adesão massiva de empresários, com a inerente exposição pública que acarreta um almoço de campanha de um Partido Politico, é reveladora e um marco político e social em Portugal.


A classe empresarial, da qual sou candidato, é acometida de um prurido culturalmente Português. Recatada, prefere não se envolver com receio do previsível prejuízo da sua empresa por apoiar um candidato e, dessa forma, perder clientes afectos a outras forças partidárias.


Os Portugueses, de todas as Classes estão, no entanto, a mudar. Privilegiam hoje o mérito do trabalho em detrimento da enfadonha obrigação de ter de trabalhar. Acarinham o seu posto de trabalho e interligam direitos e deveres laborais na sua equitativa proporção.


A Classe empresarial faz, também, a saudável transição entre a velha escola dos Patrões e a nova escola de Empresários que se norteia pelo envolvimento nas suas organizações em busca de uma melhoria continua.


Sócrates representa essa nova vaga de empreendedores que se sustentam na confiança, motivação e coragem de decidir. Porque uma má decisão é sempre preferível a decisão nenhuma.
Galvaniza-se na adversidade, obstina-se nos contratempos e mantém o Rumo da estratégia definida. Tal como um gestor. Foi assim durante os últimos quatro anos.


E foi por isso que os empresários aderiram em massa. Por verem e sentirem, pela primeira vez, que um Primeiro-Ministro Português tirou a gravata burocrática para trabalhar no terreno, envolvendo-se nos problemas reais do País, negociando realidades com os parceiros sociais, apoiando a inovação em sectores estratégicos e promovendo progressivamente a reforma das “velhas escolas”, reajustando sempre que necessário. Mas sempre seguindo a estratégia definida para tornar Portugal um País de excelência.


È isso que distingue Sócrates. A promoção do equilíbrio do esforço de todos os Portugueses, empresários ou não, na construção de um País onde cada um possa sentir, genuinamente, que o seu trabalho é valorizado tanto quanto o do seu concidadão mais próximo.



segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Vá ao "Marcador fluorescente"..e Ilumine-se

Passaram, não do 8 para o 80 mas do 1 para o 100.


Ouvir e sentir Obama faz parecer iverossímil a propria existência de Bush na Historia dos E.UA.


Para os apreciadores de Estadistas e Oradores...e para aqueles que almejam a excelência na practica politica.


Manuela Ferreira Sócrates




Campeonato da 2ª Circular

Manuela Ferreira Leite faz-me lembrar os últimos anos do Benfica.



Contratavam-se treinadores de renome e reconhecida competência….e estrangeiros. Iludiam-se os adeptos que, ávidos de sucesso, prostravam-se na ausência de raciocínio lógico ao não entender que, por melhor que seja o treinador, este tem de conhecer o Clube, o campeonato e ter bons jogadores para ganhar. Ferreira leite é o treinador...estrangeiro. O Clube é o PSD e os jogadores são aqueles que não tiveram lugar em nenhuma equipa de nenhum conselho de administração e ficaram encalhados no campeonato da retórica Parlamentar.

Hercúleo esforço este de dirigir uma equipa que não se escolheu. Podemos disfarçar muitas coisas, mas é muito difícil irradiar alegria quando dirigimos um grupo de trabalho que, além de não termos escolhidos, detestamos visceralmente.

E, acredito piamente que os poucos que escolheu, são erros de casting. Começando no que disse na Madeira sobre o conceito democrático, passando por um programa de Governo de 39 (!?) páginas a acabando na preparação do debate com Sócrates.

Curiosamente Sócrates é do Benfica e os Dias Ferreira (Leite) são do Sporting.




O Debate



Sócrates entrou ao ataque para provocar a irritação da oponente. Irritados, dizemos o que pensamos verdadeiramente. Tenho para mim que Ferreira Leite disse o que pensava, mas não disse o que tinha planeado e o que queria maquilhado.



Sobre o regime democrático na Madeira foi forçada, porque a coerência é moeda de ouro na política, a reafirmar o que havia dito sobre os 20 anos de maiorias absolutas de Alberto João Jardim. Existem muitos países de 3º mundo onde estas democracias são vigentes. Ao defender este principio contradiz o seu desejo de alternância democrática e, cereja, a sua própria candidatura. Se Sócrates tem maioria absoluta e esse é o caminho democrático e de desenvolvimento, então está a apelar ao voto no PS…para os próximos 20 anos.

Um Programa de Governo, que define o rumo e estratégia para o País e para todos os Portugueses, com 39 páginas, tem o mérito de um trabalho de fim de semestre de um aluno do 10º ano. Defender, depois, que é pequeno porque só se escreve o que se pretende mudar, além da assunção do bom trabalho desenvolvido pelo Governo em funções, é o mesmo que o aluno dizer ao professor que tem tudo feito mas perdeu a mochila no autocarro.


A Alta Velocidade marcou a diferença de andamento. Sócrates defende, Manuela suspende. São posições legítimas. A argumentação é que me preocupa. No tempo do Dr. Salazar era proibido vender e consumir Coca-Cola em Portugal. A razão era simples. Isolava-se Portugal em termos económicos mas protegiam-se os superiores interesses nacionais….do único produtor de Laranjada. Ferreira Leite usa o mesmo ideário para suspender o TGV. Isolar Portugal da Europa, neste caso sem propósito aparente, só para fazer pirraça aos malandros dos espanhóis que nos querem pagar taxas pelos produtos que transportaremos para lá e que provêm de todo o mundo utilizando Portugal como entrada estratégica de mercadorias na Europa. O TGV é Europeu e a economia também.


Nada de estranho para quem já defendeu a suspensão do Regime democrático por 6 meses.


O Bloco Central


Manuela, ao contrário de Sócrates, repudia qualquer entendimento pós-eleitoral com o PS. Concordo plenamente. Será impossível governar o País com um bloco central quando já se vê a luz ao fundo da crise. Sócrates é astuto. Não fechou a porta a um entendimento pela mesmíssima razão. Os Portugueses percebem que as maiorias absolutas são mais produtivas que as relativas ou governar em minoria. Com isto, ambos forçam o voto dos Portugueses e, sem o dizer, apelam ao voto útil. Na dúvida, entre quem está disposto a ceder e quem é intransigente, vão optar pela moderação. Cansados da intransigência das reformas de um governo maioritário, irão votar num Sócrates disposto a ceder…O mesmo Sócrates que chefiou esse governo.


Não sou vidente mas Sócrates não só vai ganhar, como vai ver a maioria absoluta ser reforçada.


Quatro Anos de Quarta Classe


O próximo Primeiro-ministro terá méritos e deméritos. Irá, inevitavelmente, errar e acertar. O que não é inevitável é termos de ouvir, nos próximos 4 anos, milhares de horas de registo vocal da Dr.ª Manuela Ferreira Leite. Dirão que é discriminatório penalizar alguém pela imagem, postura e timbre de voz. Mas já que temos que penar com algumas decisões de um primeiro-ministro, que não seja a toque de cana de uma Professora Primária dos anos 50, de régua na mão e com aquele olhar sobranceiro que nos remete a um patamar de estupidez e pequenez.


Se outras razões não fossem já certezas, esta, per si, seria basta.


quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Loiça de Sócrates

Louça cedeu à tentação de poder.....Poder Governar.

Iniciou a pré-campanha alinhado no registo de fita magnética gasta do PCP e, aparentemente sólido como uma rocha, afirmou que jamais faria uma coligação com o PS para governar.

No debate de ontem, com Sócrates, tentou fazer a suave transição, da rocha dura para a pedra-pomes. Já não renuncia a um ministério, ofuscado pela luz do poder.

È compreensível. Sendo Socialista deste sempre, como reiterou, é entendível que, após tantos anos de trabalho, já é merecida uma recompensa e um reconhecimento do povo Português.

Na presença do candidato José Sócrates, ainda Primeiro-Ministro, quis mostrar que está pronto e no ponto. Vestiu uma postura de estado (mas com o cuidado de não ostentar gravata) e desenhou uma estratégia de discurso diplomático e de estado para debater com um secretamente desejado futuro chefe.

Sócrates não dançou nessa fogueira e, constante da sua personalidade política, estava preparado. Sabia da importância do debate, consciente de tantos outros no plenário com Louça, optou por debater e clarificar, usando a estratégia de Louça…

Louça lidera um movimento fracturante e anti-sistema. Tem por timbre o esmiuçar de cada detalhe governativo e, munido de uma oratória populista, ataca consecutivamente qualquer governo.

Foi Sócrates, desta vez, que se sentou na bancada da oposição, e pediu esclarecimentos a Louça sobre o Programa de Governo do Bloco. Apanhou-o no nervo ciático. Não existem explicações para programas inexequíveis. Só existe demagogia que, inevitavelmente, nos atira para fora da rota da realidade presente.

È bonito, assim como construir uma máquina do tempo e ir ver como o meu tetravô conquistou a minha tetravó, mas não passa disso mesmo. Impossibilidades.

Quem sabe que nunca chega ao poder tem a faculdade do poder de iludir e, nefastamente, dizer o que as pessoas supostamente querem que ouvir.

Sócrates ganhou o Debate e passou a mensagem que apenas dois partidos estão em condições de poder Governar. E a estratégia foi tão simples.

È que ao longo dos últimos quatro anos, Sócrates foi forçado a lutar no campo de batalha que Louça lhe preparava meticulosamente. Aprendeu a sobreviver em território hostil.

Louça, ao contrário, nunca foi governante. Não conhece o terreno.
Sócrates seduziu-o a interpretar esse “roll-play”…
E Louça partiu-se…Como Loiça.