sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A Coca-Cola da Vida

A minha Avó fez ontem 80 anos de vida. O meu filho fará amanhã 8 meses de uma outra vida.

Renuncie-se aos clichés, frases feitas, filosofias lamechas e outras comiserações. Repudie-se o esotérico das vidas passadas e dos futuros astrológicos. Desconsidere-se as mentes atormentadas que, isoladas em espaços escuros e amorfos, intentam a percepção da sentido da vida.

A vida não tem segredo. Vive-se na importância do agora, do que podemos agarrar num momento e perpetuar na memoria.

Os criativos da Coca-Cola superaram, em três palavras, todos os filósofos na síntese da profundidade do sentido da vida de cada um de nós.

“Enjoy the Moment”

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Pensamento do dia 6 de Outubro

"Quanto melhor conheço os Sistemas Políticos mais feliz fico com o fracasso daquilo que não atingi"

Pedro Miguel Gaspar

domingo, 4 de outubro de 2009

A Birra






Recebi, hoje, uma mensagem de um bom amigo. Passaram 5 dias desde as legislativas e nem um post meu. Puxava-me as orelhas. Respondi. Agarrei as teclas do telemóvel e, atabalhoadamente, tentei justificar.

A verdade é que estou com a birra. Tenho para mim, no entanto, que não sou o único.

Estas legislativas foram marcadas por birras que culminaram no resultado eleitoral que se viu e que pode ter o apogeu na demissão do governo ou, pior, em 4 anos de um marcar passo angustiante de intermináveis negociações à esquerda e direita, com todos a reclamarem o protagonismo de reformas essenciais.

O presságio para os tempos mais próximos é sempre dado nos discursos dos líderes dos vários partidos, logo na noite eleitoral.

Dos últimos para o Primeiros

O PCP congratulou-se com o resultado. Ficou em ultimo mas valorizou a entrada de novos militantes, exortou a renovação de quadros e apoiantes. Não perder votos, num Partido há tantos anos vaticinado como lázaro, é motivo de festa. São sempre os mesmos votos, mas preciosos nesta batalha pela sobrevivência. Vai perpetuar a birra e a cassete. Nada de novo vai trazer a este novo ciclo.

O Bloco de Esquerda rejubilou. A estratégia do Grande Timoneiro foi cumprida. Retirar a maioria absoluta ao Governo em funções. Ainda encheu o peito de ar para dizer que ganharam os Professores. Confundir a ambição de vir a ser um partido de Governo com uma agenda afunilada a algumas classes profissionais irá resultar no esvaziamento rápido deste balão insuflado pela birra de alguns portugueses que teimam em ser mais beneficiados que outros.
Parece uma birra da velha direita…feita por um líder da extrema-esquerda, quiçá revoltado com a alta burguesia portuguesa…da qual faz parte. O crescimento do BE trará, proporcionalmente, o agigantar da sede de protagonismo. Sendo condição haver birras para colher protagonismo, o BE será o grande entrave da recuperação económica do Pais.

O CDS atingiu o Zénite. Cresceu de tal forma que está no limiar de ser um “grande”. O futuro lhe ditará o destino. É um “partido-empresário”. Apostou tudo de forma sustentada. Ou continua a crescer e singra, ou entra em insolvência. Mas tem mérito. Apresentou o seu programa, defendeu-o, esquivou-se às tentações das quezílias de campanha e abriu espaço à direita angustiada pela erosão do PSD. Seja qual for o sentimento que nutramos por Paulo Portas, temos de reconhecer que a sua birra é uma obstinação positiva pelo que defende e que a sua capacidade de entrega é avassaladora.

O PSD teve o mérito de marcar a percentagem exacta de eleitores fixos, ou seja, por pior que seja o programa ou o candidato, neste caso foi um cumulativo de ambos, saberemos sempre que 29% dos votos estão garantidos. Aqui apenas Ferreira Leite fez birra. Antevendo que o PSD não ganhava e que os companheiros com ambições ao cargo de PM se protegiam do calor da fogueira, protagonizou a birra da teimosia e imolou-se. Poucos vieram apagar o fogo e alguns, com retoques de sadismo, ainda lhe solicitam a presença em campanhas autárquicas votadas ao insucesso. Não chega já? Deixem lá a senhora em paz que ela serviu muito bem os companheiros de partido.

O PS perdeu as eleições. Sócrates é o único que não fez uma birra mas, presumo, prepara-se a fazer. Perder a maioria absoluta num Pais que precisa de reformas para recuperar a economia e os equilíbrios sociais é desastroso. Negociar com Louçã? No ocidente temos o habito de não negociar com terroristas. Acordar com Jerónimo? Não. Com o PCP seria adormecer com Jerónimo a passar a cassete do proletariado. Bloco Central? Desproporcional e fora de tempo. Com Portas? Pode mesmo ser a única solução. Pode parecer contranatura, mas a mescla entre o pendor social do Partido Socialista e o rigor das políticas sociais do CDS poderia dar um equilíbrio interessante. Ambos reformadores e ambos estrategas.

Não vai acontecer, certo é.
Mas o que não pode mesmo acontecer é ter um governo manietado, ao sabor dos minutos de prime-time que cada líder quer somar nos media, incapaz de implementar medidas nado-mortas pelos impasses negociais sucessivos onde, para além dos lideres, as corporações vão tentar inverter as reformar até secar completamente um pais que não produz riqueza.

E, será aqui que Sócrates poderá fazer uma Birra das grandes. E lá vamos nós todos direitinhos às urnas de voto.
O timing? Seria interessante coincidir com a escolha do novo Presidente da Republica.

Obrigado pelo puxão de orelhas Sr. Engenheiro!

Fim de Mandato



Terminei a minha missão como Deputado Muncipal em Alpiarça.


Escreve e li o meu discurso de despedida, que partilho convosco. É lamechas...Mas é meu!


"Exma. Sra. Presidente da assembleia municipal
Exma. Sra. Presidente da câmara municipal
Exmos. Srs. Vereadores
Exmos. Srs. Membros da Assembleia Municipal ou Deputados Municipais (com o
Maior respeito pelas instâncias reguladoras destas matérias de forma. E
Com o maior respeito que tenho por todos)

QUERIDOS ALIPARCENSES

Apresento-me hoje, perante todos vós, naquela que será a minha última intervenção nesta câmara enquanto membro da mesma.

Recordo-me da minha tomada de posse, há 8 anos, e do caminho trilhado até ao dia de hoje.
Recordo-me de cada um dos Membros de todas as bancadas, Presidentes, Vereadores e cidadãos atentos que seguiam e seguem pontualmente todas as sessões desta Assembleia.

Recordo-me, também, das argumentações acaloradas, do sussurrar das estratégias nas diferentes bancadas para afinar o discurso. Recordo-me das divergências e recordo-me das convergências.

A marca de água da política é a divergência de opiniões na nascente, argumentada num rio de curvas e turbulências, com o elevado objectivo da convergência possível no encontro final com o mar.

Cesso hoje o meu mandato com tranquilidade. Uma tranquilidade exactamente contrária ao nervosismo do primeiro dia.

Sim, o primeiro dia. Quem não se lembra do primeiro dia de cada momento importante da sua vida. O primeiro dia da escola, o primeiro dia que se é Pai, o primeiro dia que nos dão uma lição.

Seja uma lição de vida, seja uma lição política, também existe um primeiro dia para entender que a aprendizagem é contínua. Esse é o primeiro dia em iniciamos a nossa formação como cidadãos. Seja aos 5 ou aos 50 anos.

Porque divergência é pluralidade e pluralidade é democracia.

Muito debatemos, argumentamos, discutimos. Perguntarão, alguns, para quê?

Permitam-me que responda. Porque do debate nasce a ideia. Da ideia a inovação e da inovação nascem os projectos que tornam algo melhor. Neste caso a nossa terra. È essa a democracia que defendo e defenderei.

Espero ter sido correcto com todos, sobrepondo-se o respeito que tenho pelos adversários ao combate que travei nas matérias que discordava.

Tendo a consciência que vos respeitei, permitam-me também, de forma genuína, agradecer-vos.
Agradecer o que me ensinaram como homem e como politico. Ora discordando, ora apoiando, ora veiculando visões novas sobre a política, a nossa terra e as nossas gentes.

Agradecer a todas as bancadas, à Presidente da Assembleia que acompanhei, aos dois Presidentes de Câmara que apoiei, aos Vereadores do PS e da CDU, aos incansáveis secretários da Mesa, aos líderes das bancadas, aos membros da Assembleia, aos assessores, aos técnicos de som….no fundo aos Alpiarcenses. Porque é essa nossa condição mais nobre.

Hoje desempenhamos uma função, amanhã outra ou mesmo nenhuma. Não importa. O que importa é a função essencial de sermos Alpiarcenses, de sentir que somos desta terra e que essa terra é o nosso verdadeiro “Partido”.

Obrigado.

Pedro Miguel S.B. Gaspar

Membro da Assembleia Municipal de Alpiarça"
Pronto...Já está!
Ninguem bateu uma unica palma.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Pensamento do dia



"Goza com a vida nos intervalos em que ela não goza contigo!"


Pedro Miguel Gaspar

Lixo Europeu e Datas ao Contrário


Os Norte Americanos usam uma expressão que sublima o recalcamento que têm pela Europa. Seja para se referirem aos habitantes, bens de consumo ou cultura, usam o termo “Euro Trash”.

Considerando o tempo de existência Histórica e Cultural dos E.U.A, em comparação com a Velha Europa, é como se estivessem na adolescência. Não são menos capazes, a sua cultura não é inferior, não são piores em nada…são simplesmente adolescentes de borbulhas que desdenham tudo os que os pais dizem e fazem. Nutrem aquele desdém rebelde e meio atabalhoado de quem se quer impor aos “cotas” que os criaram.

Mas foram os “cotas” da Europa que ergueram aquele potentado. E as marcas culturais são indeléveis.

A Cultura na Comida

Os Hambúrgueres são provenientes de Hamburgo e os “Hot Dog” de Frankfurt, ambos levados pelos colonos Alemães.

As Pizzas, canelonis e pastas são de origem Italiana.

As famosas Sanduíches das Delis são vendidas em lojas de origem Francesa (Deli é diminutivo de Delicatessen) com um toque Britânico na origem da palavra Sandwich e utilização de Baguettes Francesas.

Os Tacos, Burritos e Chilli são dos vizinhos Mexicanos.

As Datas ao Contrário....

Mas existe algo nos E.U.A que sempre me intrigou! Porque que raio, sabendo que tudo tem origem no “Euro Trash”, escrevem eles as datas ao contrario?

Colocam primeiro o mês, depois o dia e, finalmente, o ano. O melhor exemplo é a data do trágico atentado às Torres Gémeas, conhecido por nine-eleven. O acontecimento foi a 11 de Setembro, ou seja, 11 do 9. Mas eles insistem em escrever 9 do 11, nine-eleven.

Um destes dias descobri porquê!

Tem origem, também, na Europa. Mas especificamente em Portugal.

Se virem a foto com atenção, já em 1823 se escrevia assim em Portugal! Um chafariz das “AGOAS LIVRES” em Lisboa está datado de OUTUBRO 12 DE 1823!

Onde tirei a foto? Perto do AKI, ao Domingo de manhã, depois de comprar buchas para pendurar coisas lá em casa!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Os dois “V” que faltam a este PSD


O PSD e Manuela Ferreira Leite agonizam na ausência de dois “V´s” que lhes viabilizariam o regresso à Governação. O primeiro “V” é de “Vitesse” e o segundo de ´”Verdade”.
Ambos poderão provocar a ausência de um terceiro "V". O "V" de vitória nas proximas eleições.

O “V” de Vitesse
“Vitesse”, da composição de TGV (Train à Grande Vitesse) foi o primeiro “V” a saltar da carruagem desse comboio regional que é Programa de Governo proposto pelo PSD.
È da memória colectiva a génese desta temática. Imbuídos do espírito de integração económica no mercado europeu, o governo de Durão e Ferreira Leite, em 2003, assinou de cruz a importância estratégica do TGV. E tinham razão.

Portugal é geograficamente periférico em relação ao centro da Europa e, por conseguinte, ao núcleo dos pólos económicos europeus, mas beneficia, na mesma proporção, de uma relação privilegiada com o Atlântico, o que faz de Portugal uma plataforma privilegiada de entrada e saída de mercadorias transatlânticas.

Com o Aeroporto da Portela esgotado em termos de recepção e expedição de mercadorias e estando Alcochete a 10 anos de distancia, os operadores estão a desviar a rota e a entregar a Espanha os bens que transaccionam. Espanha, com visão estratégica e sabendo que Portugal demora sempre, tem construído Aeroportos que funcionam numa lógica de “doca seca” aproveitando esta deficiência de Portugal.

O principio do fim do “V” de Verdade

Começa-se a vislumbrar o segundo “V” que falta a este PSD. O “V” de verdade.

Na ausência de verdade, criou uma metamorfose em ciclo. Vejamos.

Em 2003 viabilizou o projecto. No primeiro debate, Ferreira Leite, rejeitou laconicamente o mesmo projecto que viabilizara em Conselho de Ministros. Percebendo o erro, no dia seguinte, correu, em Grande Vitesse, na tentativa de voltar aos carris. Disse que suspendia até melhor análise e negociação com os Espanhóis. As pessoas entenderam que seria uma e a mesma coisa e os Espanhóis desconfiados, desconfiaram.

Passando pelo “U” de União

Hoje, fiquei atónico com mais um passo da metamorfose. Ferreira Leite percebeu que não são os espanhóis que decidem. È a União Europeia que decide porque é co-financiadora do projecto. A União Europeia financia porque, efectivamente, quer beneficiar os Espanhóis. Assim como os Franceses, Alemães, Polacos e todos os outros membros da União.

Beneficia principalmente os Portugueses que, fazendo parte da União Europeia, devem usufruir das vantagens económicas de estarem integrados numa rede Europeia de Transportes, que nos facilite a fluência empresarial com os nossos parceiros e com o bónus de sermos nós a potencial plataforma logística de mercadoria marítima para toda a Europa.

Afinal beneficia os espanhóis aqueles que inviabilizarem o TGV e nos mantiverem no isolacionismo do mercado europeu da transacção de mercadorias.

Visto em perspectiva, este é apenas mais um pequeno passo para a União Europeia como forma de se consolidar em termos económicos, prosseguindo a construção de uma União de Países que se entre ajudam para serem mais fortes num mundo globalizado. È por isso que lhe chamamos União.

Um “D” de demagogia

Mas de pequenos passos se fazem grandes caminhadas. E a visão da líder do PSD, que ambiciona governar o Pais, torna-se ainda mais tacanha quando vem dizer, agora, que “nim” ao TGV dependendo de mais regalias de fundos comunitários para outras áreas, sem quais nem como.

A extrema-unção do “V” de Verdade

Fecha o ciclo da Metamorfose. Amanhã, regressa a 2003, já será a favor e dirá aos parceiros europeus que tudo não passou de campanha eleitoral.

Falta à “Verdade” que, de forma panfletária, apregoa numa Vitesse de inconstância que só lembra ao seu companheiro Santana Lopes.