sábado, 6 de novembro de 2010

Pensa, Estupido

Estou a pensar que preciso deixar de pensar tanto. o excesso de pensamento ou nos torna genios ou estupidos. No meu caso o resultado e obvio.


Autor conhecido de mim, eu.




terça-feira, 2 de novembro de 2010

Cavadores ao Poder



Entre os políticos e as outras pessoas sempre houve uma fenda separatista. A política sempre teve o seu cordão umbilical ligado a um elitismo de castas sociais.


Iremos por partes. Para alguém menos atento, a política não partilhou o berçário da democracia. Foi, antes, vê-la nascer como um dono que ajuda a parir mais um burro de carga onde se irá montar depois de tantos outros burros mortos de cansaço. Tinham morrido ou prestes a serem abatidos, entre tantos outros, os sistemas imperiais, os eclesiásticos, os monárquicos e os ditatoriais. Mortos uns, nados outros. Tão simples como a vida em si.

Mas a política é tão eterna quanto a existência humana porque com ela partilha uma essência que é transversal a ambos, o poder. E o poder, afrodisíaco ancestral, atrai homens e mulheres que, ao se entregarem às regras do jogo do momento, se tornam políticos. E tem sido a preservação deste “bem”, o poder bem entendido, o causador de guerras, disputas, causas fracturantes, doutrinas, revoluções e convulsões.

As intestinas disputas pelo poder tiveram, no entanto, um factor comum. Os que tiveram acesso a esse poder e os outros. De facto, não luta pelo poder ou o detém quem quer, mas quem pode (a própria palavra dá corpo ao argumento). E quem sempre pôde foi quem sempre teve acesso ao conhecimento e à informação antes dos demais.

Foi assim com Reis (veja-se como a informação antecipada nos favoreceu no Tratado de Tordesilhas), com os Eclesiásticos que criaram o Confessionário para terem informação privilegiada e controlarem as comunidades até aos dias de Salazar que criou a PIDE que, muito mais que reprimir, tinha como missão recolher informação.

Emprenhou-se a mente humana de dogmas e doutrinas a iluminar a justiça social e a revestir a igualdade entre todos de uma aura inigualável na Historia do Homem e deu-se à luz a Democracia. Mas a natureza humana é incontornável. Cedo se definiram esquemas para que o efeito fosse o inverso. Como impedir, então, que o Homem comum tivesse acesso ao Poder e às elites e vice-versa?

Lembro-me do meu avô me contar que os Mestres de profissões trabalhavam de costas para os aprendizes para que estes não aprendessem. Curiosa relação. Mas não estranha. Quando mais cedo tivessem aquela informação, aquele saber da profissão, mais cedo os Mestres correriam o perigo de deixarem de ser…Mestres.

Na política fez-se e faz-se o mesmo. Separa-se o povo inculto dos brilhantes académicos criando uma fenda separatista que tem implícita a segregação entre capazes e incapazes. Entre os dirigentes e os outros.

Hoje, no entanto, o acesso à informação é brutal e o contágio de uma simples mensagem no Facebook pode correr mundo e inverter, em meia dúzia de horas, um dogma ou uma corrente de pensamento. Vão caindo mitos e as causas sociais que criaram as esquerdas e as direitas só já têm sentido no cofre-forte dos Partidos Políticos Tradicionais.

Os Partidos através dos seus dirigentes, sem sustentação nas causas do passado, lidam com uma realidade diferente e terão, a bem da sua própria sobrevivência de se reinventar. Já não servem apenas os títulos académicos, os berços familiares e os berços comprados.

A proliferação de movimentos, lista de independentes, grupos de pensadores e até o agonizante sinal de uma abstenção galopante já deveriam ter sido sinais de alarme de sobra para uma convergência com a sociedade actual.

Porque, em resumo, de nada serve um general sem tropas e os líderes do futuro (amanhã já será tarde) serão aqueles que se mostrem capazes de um senso social e de aproximação emocional com a comunidade, que a compreendam genuinamente para que a sintam. Só assim terão as competências para a representar, independentemente de serem doutores ou cavadores.

A estes homens será, não dado como até hoje, mas reconhecido o poder.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

"Reflecte profundamente sobre aquilo que perdeste...mas não penses muito nisso."

Autor conhecido, eu.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O Sexo do Fado Português

Incontáveis são as vezes que amaldiçoamos o nosso fado. Não o Fado cantado em jarros de vinhos e em cama de chouriça assada, antes aquele fado que abraçamos como marca indelével da fatalidade do nosso destino como povo e como nação.


Temos, à mesa, ou à falta dela para fazer a vontade à metáfora, outra crise económica para partilhar. E o fado gingão que brinda a partilha em copo cheio, enegrece num fado triste quando o vinho escasseia e da chouriça só o pão molhado.

Partilhar as facilidades e as dificuldades é uma arte, louvem-se os casais com mais de 7 anos de casamento. Em termos de Nação, essa é ainda arte maior. Nunca o soubemos fazer. Ainda mais tristes e cabisbaixos que o nível da normalidade Lusa, recorremos, primeiro, ao fatalismo para nosso bode de estimação. Depois vêm os políticos, depois os sanguinários patrões, os malandros dos funcionários públicos, os desempregados crónicos e, se a coisa se tornar mais grave, os inúteis dos velhos que nunca mais morrem para não estarem a comer à conta.

Passado o choque inicial vem o conforto da salvação. Afinal existe um pai que nos irá salvar. O “Pai-Estado”. Providente, misericordioso e complacente, o “Pai-Estado” ir-nos-á devolver o que por direito é nosso. Tem sido assim desde a fundação da Nação.

O “Pai-Estado”, no entanto, para socorrer os seus desafortunados filhos, tem tido sempre um Pé-de-Meia. Começou por uns bons casamentos e dotes na corte europeia, trabalhou no Brasil, África e Ásia e vendeu Volfrâmio a um amigo Alemão enquanto abraçava um amigo Americano. Recentemente, foi admitido como sócio no Clube Europeu. È certo que a mesada do Clube foi muito boa e distribuída por alguns filhos, no entanto, e para isso, teve de vender a Agricultura ao amigo Francês e as Pescas ao amigo Espanhol.

Vendidos os anéis, ficaram os dedos. Dedos que serviram, por estar o “Pai-Estado” sem emprego há muitos anos, para pedir dinheiro emprestado aos amigos. Como quem vai ficando a dever na mercearia. A isto chama-se divida externa.

Como não se pode endividar mais, o “Pai-Estado” tem de cortar na mesada dos filhos. A isto chama-se redução da despesa.

E, como se não bastasse, o “Pai-Estado” tem de voltar a arranjar um emprego, vender mais algumas propriedades e pôr alguns dos filhos mais mandriões a trabalhar. A isto chama-se criação de receita.

Com mais receita e menos despesa o “Pai-Estado” pode pagar a sua divida externa.

Subsistirá, no entanto, o problema mais grave de todos e que está a pôr em perigo esta nossa família a que chamamos Portugal. O “Pai-Estado” tem de se sentar com os seus filhos para lhes dizer que já são uns Homens e que chegou a hora de irem com ele trabalhar. De preferência em algo que se possa vender aos amigos do mundo.

Só assim se garantirá, depois de equilibrar a receita e despesa para pagar a divida externa, garantir o futuro….com a criação de riqueza.

Caso contrário, a vida desta família não será apenas triste fado. Será um fado cantado de um País que foi….sexualmente tramado.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Homem Português, Homem de Palavra....Palavra?

Sou grande admirador dos Homens de palavra. Daqueles, raros, que fazem promessas e que, precisão Suíça, cumprem com rigor e perfeição.




Gilberto Madaíl é um desses homens. Prometeu, depois do Mundial, que muita coisa iria mudar na Selecção Nacional. E mudou. Foi a primeira vez que empatámos em casa com o Chipre e a primeira vez que perdemos com a Noruega.

Não vale reclamar. O homem, afinal, não disse o que iria mudar!

È este jogo de cintura, tão enraizado na nossa genética, que nos faz únicos no mundo. Não o suficiente para sermos campeões desse mundo e, quem sabe, nem sequer para nos apurarmos para o próximo Europeu. Perfeito, no entanto, para selarmos uma qualidade social, como quem determina a qualidade de um vinho pela sua região, qualidade essa que teima em premiar, medalhar e endeusar os menos capazes na sua profissão….mas mestre na arte da dissimulação.

Esqueçamos as Pescas, a Agricultura e o Turismo. Governantes, o segredo está em apurar e refinar esta qualidade, torná-la uma Denominação de Origem Controlada, oficializar o seu desenvolvimento académico nas Faculdades e exportá-la para Países do Primeiro Mundo e do Terceiro.

Os do denominado Primeiro Mundo estão petrificados pela ética e por um ignóbil ataque à corrupção. A Corrupção, nestes países, corre o risco de descer para níveis tão baixos que serão postos em causa os pilares de qualquer economia que ambicione saúde.

Urgem lições deste swing Português que ensina, como nenhum, como inserir a economia paralela dentro dos cofres do Estado e ainda criar postos de trabalho com esse esquema, pertencer à Zona Euro, ter um défice que ninguém sabe como se calcula realmente, serpentear as Leis e, no final, alguém ser recompensado por isso. Em resumo, fazer regressar esses países às origens do seu desenvolvimento actual.

Ao Países do terceiro Mundo basta polir a diplomacia e politica externa e puxá-los da origem de onde parte sem que a evolução seja disparatada ao ponto de chegarem ao Primeiro mundo.

Percebe-se, basta fechar os olhos, que estamos entre o Primeiro e o Terceiro Mundo. E eu, como também sou Português, acho que assim não está mal de todo. De facto, pensando melhor, até está muito bem mesmo.

Mais vale morrer que ficar paralítico e mais vale estar entrevado do que morrer. Por outras palavras, antes ter estes “Gilbertos” que outros piores. Somos mesmo um povo cheio de sorte, não somos?

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Duas Moedas


Existe um homem que tem um cofre com duas moedas. Tira uma das moedas para salvar a vida a um grupo de mineiros soterrados numa caverna. A outra moeda entrega-a a uma fábrica. Fabricar-se-ão munições para tirar a vida a outros homens que se soterram a si próprios, em outras cavernas, do outro lado do mundo.

Não existem homens iguais porque todos calcorreiam destinos diferentes, assim como as moedas que, mesmo saídas do mesmo cofre, têm o seu próprio e individual caminho para fazer.

Podemos alterar o peso, a medida e o valor de uma moeda. E, desde os primórdios, temos aplicado o mesmo princípio ao valor da vida humana.

Um dia haveremos de sair da puberdade com o sofrimento parturiente da percepção do erro fundamental.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

O respeito dos Ignorantes

"Nunca ambiciones ter o respeito de alguém que, ao contrário de ti, julga ter o futuro assegurado. "

autor conhecido, eu.